No segundo exercício de maquetes,
relembramos uma brincadeira do passado – montar edificações com LEGO – porém exercitamos tal atividade com
maturidade de um aluno que cursa Arquitetura e Urbanismo.
Dessa vez, o objetivo era a
percepção do espaço e do volume, ou seja, notar as propriedades tridimensionais
por meio dos blocos de LEGO, reproduzindo vazios e cheios pré-estabelecidos.
Para isso, nos foram solicitadas quatro etapas.
Etapa 1 – Criar um bloco vazado,
sendo ele liso na superfície externa e irregular na parte oca. Visto que essa é
a etapa menos custosa, surgiu oportunidade de fazer uma construção esteticamente
agradável – e aí entra o princípio VENUSTAS de Vitruvius.
Combinação das cores: a série
amarelo, branco, azul e vermelho vem de cima para baixo e debaixo para cima.
As cores também vão avançando a cada 2 espaços (o que equivale a 2 “bolinhas" da largura da peça de LEGO).
Topo da montagem.
Topo da montagem visto em outra posição. Reparar tentativa de formar um bloco que tem uma "lógica".
Destacando as peças: cuidei para
manter os dois “F’s” que fiz para tornar o objeto mais geométrico.
Juntei as duas partes de modo que os
“F’s” ficassem perceptíveis. O resultado me alegrou.
Nova montagem em fotografia lateral.
Etapa 2 – Explorar as relações que podem
ter uma torre e um quadrado vazado e, consequentemente, analisar as múltiplas
opções quando deslocamos as duas montagens.
Montagem azul no topo da torre.
Deslocamento da montagem azul para o ponto médio da torre.
Deslocamento final da montagem azul, que agora encosta na base preta - o "chão" -, dando uma ideia maior de firmeza para a edificação.
Se víssemos, em uma cidade, uma edificação como o conjunto acima, ficaríamos surpresos de ela ter estabilidade. Porém, sabemos que ela tão somente ficou "em pé" por estar no ponto médio da torre. Esse é mais outro princípio de Vitruvius: FIRMITAS.
Etapa 3 - Acrescentar um plano para observarmos as relações de tensão entre as montagens do conjunto.
Essa base adicional parece dar-nos mais garantia ainda que a torre não vai cair.
Base e anexo vazado azuis separados.
Base no topo da torre.
Firmitas, outra vez.
Resolvi reproduzir o MASP - Museu de Artes de São Paulo - que, para mim, é a tradução perfeita dos três princípios de Vitruvius: utilitas (é um museu de arte), firmitas (incrível estabilidade nessa situação) e venustas (belíssimo projeto concebido por Lina Bo Bardi)
Firmitas mais contraditória que nunca!!!!!!
Detalhe da lateral.
Detalhe adicional: tentativa de representar as nuvens que aparecem na imagem da real edificação.
Última fotografia. Reparar no efeito criado pela base onde apoiei o conjunto.
Até a próxima postagem!

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